Uma inovação no universo da pastelaria

06Maio17

O amassar da massa. O repouso da levedura. O cheiro contagiante do forno quente. Os passos artesanais de fazer o pão e bolos ainda estão bem vincados em várias zonas. E há quem não troque nada por um belo pão quente, saído do forno de lenha. Mas hoje em dia, são já inúmeras as máquinas que podem facilitar todo este processo.

Vontade e determinação. Chaves que carimbaram sem medo, o sucesso garantido da Rondo. Mas não foram só. Jörg Sonnabend, gestor do marketing da Rondo sublinha outros princípios que levaram ao reconhecimento. “Qualidade, inovação e confiança foram os factores de sucesso para a primeira máquina de estender massa. E continuam a ser o êxito da Rondo, nos dias de hoje. As necessidades e ideias dos clientes são as medidas de qualidade da empresa. Somente quando os clientes estão completamente satisfeitos é que a empresa fica com a ideia de objectivo cumprido. E a qualidade é o resultado natural. A inovação tem um desempenho superior na pesquisa e no desenvolvimento”, refere. Mas deixa-se levar. “Uma extensa equipa de especialistas trabalha continuamente em novos desenvolvimentos e soluções específicas para cada cliente. A empresa realiza testes com ingredientes e processos no seu centro e está envolvida em projectos de investigação de grande alcance no sector do processamento de massa. Os mesmos clientes não beneficiam apenas em termos de engenharia mecânica, mas até no que diz respeito aos processos de tecnologia. A rede de vendas e serviço coesa permite prestar um excelente atendimento ao cliente em todo o mundo”, salienta.


Era uma vez…

No primeiro de Maio de 1948, Gustav A. Seewer fundou uma oficina da engenharia, que deu o nome de ‘Oficina de Design de Burgdorf’. Nos primeiros anos, ele construiu máquinas especiais e tinha também trabalhos de reparação. Mas não demorou muito até que o Sr. Seewer começasse a procurar novos produtos para a sua própria fabricação. Ele começou a desenvolver a sua ‘máquina de estender massa’ , e três anos mais tarde, ele criou o seu design. A história de sucesso continuou e Seewer quis uma empresa que actuasse a nível global. Por isso, várias filiais foram fundadas em todo o mundo. Para obter acesso à crescente panificação industrial Rondo, adquirida no ano 2000, a empresa Doge na Itália e Seewer mudou o nome para Rondo Doge. Desde 2009, todo o grupo opera sob um nome unificado e uma nova imagem de marketing corporativa: Rondo.

Michael Paul Witzak, CEO da Rondo ainda se lembra da visita do sr. Presidente da República Portuguesa. “Foi uma grande honra e um enorme prazer termos sido escolhidos para acolher o presidente Dr. Marcelo Rebelo de Sousa. Ele estava muito interessado e todos demos conta que ele gostou imenso da visita, especialmente dos novos jovens da Rondo, os estagiários. Claro que ele também adorou os pastéis de nata que produzimos na nossa pequena máquina especialmente para ele”, recorda. Mas ainda tem uma opinião sobre os clientes portugueses. “Infelizmente, nós temos visto que a economia portuguesa, tem tido uns anos difíceis, o que origina um baixo consumo e pouca actividade de negócio. No entanto, vimos clientes portugueses a querer expandir o seu negócio com equipamentos de alta qualidade a partir da Rondo. Aqui vemos linhas multi-funcionais para especialidades locais e uma base sólida de máquinas para cortar folhas para padarias mais pequenas. Comparado com o tamanho e a população, eu diria que há algum potencial. Nós temos esperança que a situação económica melhore e que nessa altura, os padeiros estejam preparados para investir mais em equipamentos”,sustenta.

Segundo o CEO, Rondo é uma empresa que opera em todo o mundo. Há mais seis empresas filiais em diferentes países (Rússia, Alemanha, França, Reino Unido, Itália, EUA, Canadá) e três escritórios (Málaga, Kuala Lumpur, Guanghzhou). Portanto, têm de ser muito reactivos para ter respostas para os colegas. Na Suíça, há a sede com as vendas para exportação, R & D, produção, administração e serviço central. As unidades internas começam entre as 7h00m e 8h00m e terminam o dia entre as 5h00 e 6h00. “Portanto, temos muitos clientes de todo o mundo que visitam nossa padaria de demonstração para desenvolver novos produtos, testar as nossas máquinas ou finalizar um contrato. Portanto, estamos bastante ocupados durante todo o dia” sublinha.

O volume anual de negócios ronda os cerca de 100 milhões de francos suíços. Hoje, a Rondo exporta mais de 95% dos seus equipamentos.

As expectativas para este ano navegam entre dar continuação ao sucesso dos croissants, porque em 2016, a empresa colocou no mercado máquinas inovadoras. Este ano, querem focar-se em novas soluções de produção de pão e outros produtos de pastelaria. Vamos ficar atentos às novidades, disfrutando do cheirinho do pão acabado de sair da máquina.

 In Seletiva, Fevereiro 2017

 

 

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