No gelo há desafios escondidos

31Jan17

Com o passar dos anos, a neve teima em chegar cada vez mais tarde. Por isso, a Selectiva foi descobrir diferentes alternativas ao ski e ao snowboard, enquanto se espera pelas melhores condições das pistas.

Em Saas Fee, uma vila nos Alpes, perto da zona italiana podemos experimentar a escalada no gelo. Esta zona é conhecida pelo ‘Mittelallalin Ice Pavilion’: uma gruta congelada dentro do glaciar. O guia de montanha Peter Novotny explica que não é assim tão fácil aprender e nem todos conseguem escalar no gelo. “Há apenas uma mão de novos alunos de escalada no gelo que recebemos a cada Inverno. Infelizmente, não é tão popular. Principalmente, porque os novatos não conseguem acreditar que no início devem colocar a sua ferramenta de gelo, apenas a um centímetro no gelo para ser seguro.” Mas vai mais longe. “Outro desafio muito grande é: como saber qual é o gelo seguro para escalar e quais não são os apropriados. O gelo pode ir de frágil para lamacenta num dia. Um bom escalador deve ser capaz de subir bem em qualquer tipo de gelo. Precisa-se de um bom conhecimento sobre o clima, as condições do gelo, avalanches, equipamentos, técnicas, métodos, etc”, salienta.

eisklettern-saas-grund-032É mais que uma magia. Ocupa-se as florestas e as montanhas, rodeadas pela beleza e silêncio. A neve cai, mesmo devagarinho e cobre a paisagem. A luz do sol ainda brilha, fora da superfície. Tudo isto torna a experiência muito especial. Os desafios psicológicos e físicos combinados com a incrível beleza do mundo natural são os maiores factores para os escaladores de gelo vertical. “A escalada no gelo é uma das aventuras mais emocionantes que o Inverno tem para oferecer. Experimente uma descarga de adrenalina ao escalar verticalmente, desfrutando de uma aventura cujo risco é difícil de determinar e calcular. É mais que surreal”, realça. Mas deixa-se levar. “O desporto requer temperaturas correctas abaixo de 0 ° C para as cascatas congelaram. Os longos períodos frios são necessários para o gelo crescer de forma espessa e sólida o suficiente para a escalada de segurança. Estes factos nem sempre são fáceis de encontrar para muitos de nós. Como tudo na vida, os primeiros passos requerem paciência. A escalada no gelo é reservada para os que têm a experiência, habilidade e compromisso com as forças elementares da natureza. O aluno precisa de vontade, perseverança, motivação e entusiasmo para aprender”, sublinha o guia.

No vale de Engadine, St. Moritz já recebeu os Jogos Olímpicos de Inverno duas vezes, tem o Cresta Run, o campeonato mundial bobsleigh feito de gelo natural, e ao ar livre tem a pista de gelo olímpica. O lago congelado hospeda polo e até mesmo corridas de cavalos no gelo. E a Seletiva foi descobrir melhor o Bobsleigh. No fundo é um desporto de Inverno em que as equipas de dois ou quatro elementos fazem corridas cronometradas estreitas, torcendo, coladas, por trilhas geladas num trenó movido a gravidade. Normalmente, este desporto começa-se numa escola ou entra-se em contato com uma federação. Em geral começa-se com passeios de trilha e aulas teóricas para preparar as primeiras corridas. No início não se pode deslizar do topo. Tem de se começar a partir de pontos de partida mais baixos para permitir uma boa adaptação para a pista. Alexandra Kolb, representante do Olympia Bob Run disponibilizou-se a explicar um pouco desta aventura. “Na volta dos principantes, num slide bob há sempre dois elementos com um piloto e uma ‘breakman’ do nosso lado. Se você quiser realmente praticar bobsleigh há um grande número de componentes: em primeiro lugar, precisa-se ser um bom corredor (a ser quase ao toque), segundo é preciso ser forte (porque um bob é pesado), em terceiro lugar precisa-se de espírito de equipa (senta-se com três pessoas num bob e têm que empurrar juntos, e mas não menos importante, é necessário boas habilidades de condução”, salienta. Mas acrescenta: “Na minha opinião, acho que não é fácil de explicar o que é mais difícil é de aprender. Depende da pessoa. Por exemplo para mim (no esqueleto), o impulso é o mais difícil, porque eu não nasci com músculos que reagem rapidamente. A partir do final de dezembro até o início de março temos disponíveis estes passeios de hóspedes diariamente. Os números variam todos os dias. Diria que nós temos entre 20 e 120 pessoas por dia. Por isso propomos escolas Monobob e Bobsleigh. Um monte de pessoas estão interessadas em Monobob (é mais fácil, pode-se fazer sozinho). Na escola, bobsleigh é um pouco menos interessante pois é mais difícil e precisa de mais dias.”

E em pequenas palavras Alexandra define este desporto como: “Para mim, bobsleigh é a fórmula 1 do Inverno.”

No centro da economia suíça, mais propriamente em Zurique, por entre as ruas pitorescas do centro da cidade velha, em ambos os lados do rio Limmat, onde se reflecte a história pré-medieval, há patinagem no gelo por descobrir. Viviane Ruber tem muito orgulho das suas meninas. “Na pista de gelo, normalmente temos 36 crianças entre os 6 e os 14 anos de idade. A patinagem é fácil de aprender e não é perigoso. É saudável, porque é fora de portas na natureza. Há uma equipa de 8 a 12 meninas com música e com uma coreografia.” Dançar ao sabor do gelo e com um brilho nos olhos. “A magia é patinar numa pista ao ar livre na fronteira da cidade de Zurique, vendo as árvores do bosque. A árvore de Natal iluminada, patinar numa equipa com música e apresentando ou competir. As meninas apreciam os belos vestidos que usam para a apresentação e a competição”, acrescenta Viviane, encantada.

Na zona da Berner Oberland, em Interlaken há caminhos a descobrir nas quatro rodas e a todo o terreno. E como acompanhamento há fondue para provar no final da rota. Na Daniels Funrental a diversão não termina, nem mesmo com o pôr do sol. Nos passeios de quatro rodas Descobrimos locais isolados com vistas inesquecíveis que só podem ser alcançados com o quadriciclo. Durante o percurso passamos por neve compacta, estradas cobertas de neve. Um desafio constante. No topo, temos uma pausa e é obrigatório provar a tradicional raclete ou o fondue. 

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Agora é Inverno, e no mundo, uma só cor. E como já dizia Wiliam Blake: “Em tempo de semear, aprenda. Em colheita, ensine. Em Inverno, desfrute.”

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