Plano Curricular de Ciências Musicais criticado

10Jun10

A licenciatura em ciências musicais da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa preencheu novamente todas as vagas para este ano, mas na opinião de muitos ainda tem muitas arestas por limar na sua estrutura curricular.

“O perfil da nossa licenciatura é único em Portugal. Os alunos que nos procuram já têm alguma formação musical, mas não são músicos profissionais”, explica João Carvalho, director do departamento de Ciências Musicais. “Não é objectivo deles tocar apenas, é adquirir alguma formação histórica e analítica no domínio da musicologia”.

Foi o prazer pela magia da música e a vontade de construir uma carreira profissional nesta área que levou Fábio Esteves a candidatar-se a este curso. “Quero aprofundar o estudo da música e encontrar um emprego nesta área e gostaria de arranjar um emprego relacionado com o jornalismo na área musical, quer em TV, rádio, revistas”, refere o aluno do segundo ano. “Acho que deveria haver mais disciplinas ligadas à análise musical e mais práticas.”

Mário Carvalho, professor de sociologia da música, está de acordo: “O curso tem disciplinas obrigatórias a mais. Os estudantes não deviam obter tantos créditos em ciências musicais, como os actualmente exigidos. Deviam ter mais margem para alargar a sua formação interdisciplinar de base, frequentando disciplinas de outros cursos, quer de ciências sociais e humanas, quer de ciências da natureza”.

Nas aulas, são grupos de 15 a 20 estudantes, o que permite mais diálogo. Utiliza-se com frequência materiais áudio e vídeo, para exemplos musicais, de ópera, entre outros. A iconografia também é importante na investigação histórica, sociológica, antropológica da música e trabalha-se bastante sobre partituras (análise musical). Há ainda ma componente de fazer música (coro, música de câmara). Uns preferem a prática, outros a teoria. “É um curso que se debruça sobre uma das manifestações universais do humano: a música, a qual, tal como a linguagem, se encontra em todas as culturas”, define Mário Carvalho.

Crítica e divulgação musical, fundações, gestão de políticas culturais ligadas à música, investigação, ensino são algumas das saídas profissionais desta licenciatura. “Já licenciámos 350 alunos. Nos três anos da licenciatura, os nossos alunos já encontram emprego e até as vezes a tempo inteiro. Por isso, os alunos deixam a conclusão do curso, para mais tarde. O nível de empregabilidade é muito elevado”, conta o director do departamento de ciências musicais.

(uma notícia escrita para uma disciplina de mestrado Novembro 2009)



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