Com o avanço da tecnologia são muitas as tarefas que vão sendo substituídas, pelas acções computorizadas ou auxiliadas. O ser humano tem-se adaptado rapidamente.E com o passar do tempo, os robôs ultrapassaram o estatuto de brinquedo e passaram a ocupar um certo lugar, entre o nosso quotidiano. Nos lares domésticos já é comum ver os robôs de cozinha ou até mesmo os aspiradores robôs. Mas até que ponto, pode ser um avanço positivo?

No dicionário aparece nas páginas do meio, mas ‘Robô’ tem uma definição muito sintética: mecanismo automático, por vezes com a configuração de um ser humano, capaz de fazer movimentos e executar certos trabalhos em substituição do homem. Em certos livros ainda é acrescentado:” Os robôs são comum utilizados na realização de tarefas em locais mal iluminados, ou na realização de tarefas sujas ou perigosas para os seres humanos.”

A ideia de pessoas artificiais data a épocas como a da lenda de Cadmus, que semeou os dentes de um dragão que se transformaram em soldados, e do mito do Pigmalião, no qual a estátua de Galateia se torna viva. Na mitologia clássica, o deus deformado da metalúrgia (Vulcano ou Hefesto) criou servidores mecânicos, variando de servidores dourados inteligentes a mesas utilitárias de três pernas que poderiam mover-se por força própria.

Existem várias teorias que determinam que muitas profissões estão à beira da extinção devido à informatização, como é o caso do agente de viagens, entre outros. Poderá haver ou não, posições importantes que podem estar em questão neste ritmo de tecnologia. Richard Baldwin, professor de Economia Internacional do Instituto de Graduação de Genebra, defende que nem tudo pode ser computorizado. “Os tractores deslocaram muitos agricultores, mas não a ocupação do agricultor, uma vez que o tractor só poderia fazer algumas das tarefas que compõem o trabalho do ser humano (ou seja, ocupação). Da mesma forma, os computadores treinados são apenas bons em tarefas bem definidas, portanto, por exemplo, um escritório de advocacia precisa de poucos advogados num caso, mas ainda precisa de advogados para assumir as tarefas que o “computador” não pode”, realça.

A importância crescente dos robôs no mundo do trabalho, especialmente na indústria e no sector de serviços, vai com o passar do tempo, levar a um desemprego mais elevado e, por consequência, a uma baixa das receitas fiscais e benefícios da segurança social em todo o mundo.

O professor de direito Xavier Obersom, da Faculdade de direito de Genebra tem uma teoria. “Na verdade, existem várias possibilidades de cobrar impostos sobre robôs que substituem os seres humanos. Numa primeira etapa, os robôs são considerados activos de uma empresa e, como tal, a empresa já está sujeita à taxa de lucro. No entanto, se os trabalhadores humanos desaparecerem, poderíamos considerar que o uso de robôs deveria estar sujeito a uma espécie de salário teórico inserido, que corresponderia ao salário que poderia ter sido pago pelo uso de trabalhadores humanos. Existem várias outras possibilidades, como usar o imposto de valor agregado ou outro imposto específico.” E deixa-se levar. “A questão do impacto nas perdas de emprego é bastante controversa. Existem basicamente duas escolas de pensamentos entre proeminentes economistas. Por um lado, você tem o lado optimista que afirma que as perdas de emprego serão compensadas por perdas adicionais, como na revolução industrial anterior, para que nada seja realmente novo. Por outro lado, o pessimista tende a afirmar que poderíamos prever no futuro algumas perdas enormes e que a maioria, senão todos os trabalhos, poderia ser substituída por robôs. Claro, não tenho uma resposta para este dilema, mas acredito que devemos considerar, no mínimo, a abordagem pessimista e tentar estar pronto no caso de esse cenário ocorrer”, sustenta.

O instituto McKinsey Global prevê que apenas 5% das ocupações podem ser totalmente automatizadas utilizando a tecnologia existente. Ao invés de suprimir empregos para criar funções inteiramente novas, o instituto acredita que a inteligência artificial e a automação simplesmente redirecionarão o foco das actividades no trabalho. Avanços em robótica, inteligência artificial e máquinas de aprendizagem iniciam uma nova era de automatização tal como combinam ou superam o desempenho humano numa variedade de actividades de trabalho, incluindo as que requerem capacidades cognitivas.

Segundo o instituto, a automação de atividades pode permitir às empresas melhorar o desempenho, reduzir erros, melhorar a qualidade e velocidade da mesma. E, em alguns casos alcançando resultados que vão além das capacidades humanas. A automação contribui ainda em grande parte para a produtividade.

Os indivíduos no local de trabalho vão precisar de envolverem-se com mais frequência com máquinas como parte das suas actividades diárias, e adquirir novas habilidades que farão parte da nova era de automação.

A Swiss Post testou em Setembro deste ano, com sucesso os robôs de entrega no centro de Zurique. Em colaboração com a Jelmoli – The House of Brands, quase 170 entregas foram realizadas dentro do centro da cidade para locais escolhidos pelos destinatários. Os clientes da Jelmoli fizeram uma encomenda on-line que foi entregue por robôs num local escolhido. Para usar este serviço, os clientes selecionaram a opção de entrega correspondente durante o processo de checkout em jelmoli.ch e entraram no local de entrega pretendido, dentro de uma área predefinida no centro da cidade, juntamente com a hora preferida de entrega. Por exemplo, isto permite que um piquenique seja entregue a um banco de parque junto ao lago, que tenha sapatos de corrida entregues a um hotel ou que tenha uma nova camisa entregue diretamente ao escritório. Pouco antes da chegada do robô, o cliente recebeu um link via SMS, que é necessário para abrir o compartimento de entrega. A Jelmoli ofereceu aos seus clientes a opção de entrega do robô gratuitamente durante o projecto piloto.

Na sequência desta estreia bem sucedida, a Swiss Post pretende testar robôs de entrega para novas tarefas de logística em locais adicionais nos próximos meses. O próximo teste terá lugar em Dübendorf e deverá durar um ano.

Segundo, Nathalie Dérobert Fellay, responsável pela comunicação da Swisspost, ao longo das últimas seis semanas, os três robôs de entrega implantados completaram quase 170 rodadas de entrega no centro de Zurique e cobriram cerca de 375 quilómetros. Os primeiros testes no outono de 2016 examinaram principalmente os aspectos técnicos e sociais, como a confiabilidade do material e as reacções dos passageiros. Este ano, a Swiss Post agora também se concentrará na integração da tecnologia nas cadeias de suprimentos existentes. Durante o último projecto piloto, os robôs foram incluídos na loja online jelmoli.ch como uma opção de entrega, o que permitiu que eles fossem testados em condições de tempo real.

As próprias viagens foram o maior desafio desde que foram conduzidas pela primeira vez numa área urbana muito frequentada. Para garantir que as experiências mais amplas possíveis da operação prática pudessem ser reunidas, os robôs de entrega foram acompanhados e monitorados por funcionários especialmente treinados durante as rodadas de entrega. Estes apenas precisaram de intervir quando, no caso de existirem obstaculos inesperados na via (por exemplo, veículos de entrega estacionados).

As máquinas estão a aprender a desempenhar funções cada vez mais complexas, como traduzir textos ou diagnosticar doenças. Alguns robôs estão a tornar-se capazes de executar tarefas manuais realizadas anteriormente por humanos. Estamos a evoluir muito rápido. A sociedade pode estar ou não preparada para esse avanço tecnológico. “Estou muito preocupado com o facto de as mudanças serem rápidas demais para as sociedades e as economias e, especialmente, para os trabalhadores se ajustarem. Não estou a questionar o benefício do desenvolvimento. Apenas a velocidade em que a próxima preparação dos governos para lidar com os trabalhadores deslocados nos próximos anos, ou seja, até que novos empregos parecem substituir os antigos”, sublinha o professor Richard Baldwin, sem rodeios.

Brevemente, é possível fazer um plano, de como seria a vida com os robôs. Poderia ser possível viver sozinho com robôs? O professor Obersom diz que sim. “A minha experiência de uma viagem ao Japão demonstrou que parece ser bem possível viver com robôs. Na verdade, os robôs já são usados de forma eficiente nos sectores de saúde para ajudar pessoas idosas ou pessoas com deficiência. O que é importante no futuro é considerar o risco envolvido pelo uso de robôs nessas capacidades, as questões também da proteção de dados e as questões de responsabilidade vinculadas a este tipo de desenvolvimentos.”, sustenta. Mas vai mais longe. “Para mim, não é possível ir contra este desenvolvimento, o que também traz alguns desenvolvimentos muito positivos. Por exemplo, actualmente os robôs são usados nas plantas de Fukushima para verificar o grau de radioatividade no mar. Além disso, os robôs são cada vez mais utilizados para empregos industriais repetitivos e cansativos, como tais benefícios para os trabalhadores. Mas também penso que é preciso estabelecer um enquadramento ético, jurídico e um quadro para salvaguardar o uso e o impacto potencial desse desenvolvimento nas pessoas”, acrescenta.


Contudo, há quem acredite que “É da natureza humana as mudanças. Quem não muda, aos poucos, torna-se um robô. A sociedade de hoje está a transformar robôs em humanos, e humanos em robôs. O preconceito começa quando um robô não pode fazer um download. Deus criou os seres humanos, os seres humanos eliminaram Deus, os seres humanos criaram robôs, os robôs eliminaram os seres humanos”. Cabe a nós aguardar os próximos capítulos e criar as nossas próprias ideias.

 

In Seletiva, Janeiro/ Fevereiro de 2018

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Os alpes têm um simples encanto que deixa qualquer um, fascinado.

Paisagens de tirar o fôlego que deixam a bateria de qualquer máquina fotográfica, em baixo. A ânsia de capturar o melhor ângulo, com a mais bela das perspectivas, está por entre as nossas veias. Há lagos para relaxar e cascatas para encantar e refrescar. Nas montanhas há trilhos para descobrir e vistas para mais que apreciar. Há teleféricos para experimentar e comboios que nos fazem levar aos tempos antigos. A Seletiva foi descobrir a região da Berner Oberland e colocou a mochila às costas, durante dez dias.

Dia 1- Ballenberg

Aqui regressamos às origens suíças, num museu ao ar livre. São mais de 100 edíficios que estão agrupados entre bosques, campos e quintas. Tudo está assinalado num estilo bem rural e campestre. Pode-se contemplar e dar mimos aos caricatos animais que aqui vivem. Alegram-se connosco, que somos bastante curiosos. Cada região suíça tem a sua própria arquitectura. As casas estão abertas e convidam os visitantes a descobri-las. O quotidiano do antigamente transforma-se num presente bem vincado e nós sugamos todos os momentos. As tradições, os bailes, os trajes e a música popular voltam a ter vida. Há várias actividades onde se pode participar, por exemplo, no artesanato tradicional. Os cheiros intrecalam-se entre o pão acabado de cozer e o queijo da fábrica ao lado. Um cenário perfeito para um dia totalmente em família, em Brienz. Abre as portas a meio de Abril e encerra no fim de Outubro. Os preços variam entre 22 chf, 11chf para as crianças entre os 6 e os 16 anos e, por fim há ainda o bilhete familiar que custa 50chf. Pode-se viver esta aventura desde as 9h00m até às 17h00m. Há tempo para tudo.

www.ballenberg.ch

Dia 2- Thun

Antes de sair do nosso quarto ou apartamento, não nos podemos esquecer de colocar na mochila, o fato-de-banho e a toalha de praia. Não há praias, mas existem lagos com umas cores idênticas a um cristal, onde podemos dar umas valentes braçadas. E hoje vamos encontrá-los em Thun. Depois de um bom banho no lago de Thun, fazemos um pic-nic, a rigor, com uma fantástica toalha aos quadradinhos estendida à beira lago. Relaxamos e aproveitamos ainda o sol. Momentos mais tarde vamos à descoberta da cidade histórica de Thun, onde são destacados os castelos esplêndidos e a extraordinária estrutura arquitectónica.

  • Hünegg Castle Hilterfingen – Um antigo castelo de fadas

O castelo foi construído entre 1861 e 1863 no estilo historicista e depois amplamente renovado em 1900 no estilo art nouveau. Hoje, o castelo é apresentado como uma casa majestosa bem cuidada com o mobiliário original.Preço: 9 chf

  • Castelo de Oberhofen no Lago Thun – o Museu da Vida em tempos feudais

Este castelo romântico com belas vistas dos Alpes abriga uma importante exposição de decoração de interiores de Bernese dos séculos XVI a XIX. Um dos pontos mais emblemáticos, para a fotografia perfeita.

Preço: 10 chf

  • Castelo de Thun – o Grande Salão como Salão do Castelo

O castelo foi construído pelos duques de Zähringen pouco antes de 1200. O poderoso telhado data do período Bernese de 1430. Durante cinco andares, o museu histórico apresenta o desenvolvimento cultural da área em torno de 4000 anos. Os destaques incluem o grande salão, a arqueologia, a cerâmica Heimberg e Thun Majolika, os brinquedos e a colecção militar do século XIX.

Preço: 8 chf

Dia 3- Interlaken

Acordamos com os raios do sol, a bater na janela. Despimos o pijama e vestimos rapidamente algo confortável e simples. Saímos, com uma garrafa de água na mochila. A viagem de Interlaken para o Harder Kulm, a montanha local de Interlaken, leva oito minutos de teleférico. O restaurante parece um pequeno castelo, e está localizado a 1.322 metros acima do nível do mar. O Harder Kulm é o ponto de partida para caminhadas nas montanhas. Aqui tomamos o pequeno-almoço com uma bela vista das montanhas Eiger, Mönch e Jungfrau, bem como o Lago Thun e o Lago Brienz. Um olhar extraordinário, sobre Interlaken. Não haveria melhor maneira, para começar o dia. Relaxamos e repomos energias. Com um capuccino e um croissant com manteiga, trocamos ideias e decidimos descer a pé, até chegar de novo à cidade. São 2,30 quilómetros, sempre a descer. É preciso ter cuidado para não escorregar. As vistas ao longo do percurso são para lá do belas. Chegamos à cidade, duas horas depois, depois de algumas paragens para fotografar e beber um pouco de água. Apanhamos o comboio para Wilderswil e de seguida, entramos num comboio diferente. Colorido e pitoresco leva-nos até Schynige Platte. Nostálgico e histórico atravessa a rota de sete quilómetros em 50 minutos. Sentimo-nos numa autêntica “Belle Epoque”. Os bancos de madeira nas carruagens e o material circulante do século XIX são reminiscentes de tempos passados. Chegamos mesmo a tempo de provar o menu do dia: älplermagronen. Ficamos curiosos com o nosso e com a apresentação. Um prato de macarrão, com batata aos quadradinhos regado com natas e queijo. Ao lado está um pote solteiro, com mousse de maçã. Experimentamos a medo. Surpreendemo-nos com a combinação perfeita. Para a digestão, o jardim alpino aguarda a nossa visita. Aqui, 600 espécies de plantas crescem e deixa-nos resplandecidos e rendidos a este local. Escolhemos a volta mais pequena e durante 30 minutos percorremos um autêntico caminho de encantar. Antes do pôr-do-sol, desafiam-nos para um atelier de chocolate, já em Interlaken. No restaurante Schuh, diariamente às 17h00m, para quem estiver interessado há técnicas para descobrir e vários sabores por desvendar. A base é o chocolate. E nós, terminámos o dia a lamber os dedos das mãos.

Dia 4-Brienz

Acordamos um pouco mais tarde e colocamos umas sandes na mochila. Hoje vamos até Brienz. Em aproximadamente uma hora, subimos do Lago Brienz até o Brienzer Rothorn. A vista sobre os Alpes Berneses, o lago Brienz e a área de Grimsel é magnífica – como é a vista de Pilatus e Hogant. Está um pouco de vento e fresquinho, mas nem por isso deixamos de tirar as melhores fotografias. Entramos num típico restaurante de montanha e já cheira a almoço, mas o que pedimos mesmo é um chocolate bem quentinho. Regressamos à vila de Brienz. Iniciamos uma caminhada até às cascatas de Giessbach. A beleza natural encanta-nos mais uma vez. De Brienz a Giessbach são quase 90 minutos de caminhada, recheados de natureza bem fresca. A chegada a Giessbach faz-se notar com o som forte da queda da água. Paisagens que encantam. A segunda etapa até Iseltwald são mais 90 minutos, mas que não desiludem e todo o caminho é extraordinário. Junto ao lado, a sensação de infinito é espantosa. No fundo, um autêntico conto de fadas que nos deixa a sonhar o resto da noite.

Dia 5- Niesen e Oeschinensee

Levantamos cedo. O dia é longo e cheio de aventura. Colocamos na mochila as salsichas, o pão e a mostarda, que comprámos no dia anterior, para o nosso almoço mais tarde. Um fantástico pequeno-almoço com vista para os lagos, espera-nos em Niesen, a montanha pirâmide da região a 2632 metros. Um passeio emocionante com o trilho funicular de mais de 100 anos, o Berghaus com seu único pavilhão de vidro e excelentes vistas panorâmicas de 360 ° atraem muitos visitantes para este local cénico. Dezenas de turistas tiveram a mesma ideia que nós e aguardamos calmamente a nossa vez, na esplanada deslumbrante. O típico ‘Birchermüsli’ é servido numa taça sofisticada e transparente. Experimentamos sem pestanejar. Uma mistura de sabores invade-os. A junção de banana, maçã, canela, frutos secos e o já conhecido muesli, deixa-nos bem frescos e cheios de energia para este dia solarengo. Acompanhamos ainda com uma torrada barrada com uma compota da região, que por sinal é muito saborosa. Uma hora mais tarde deixamos esta paisagem. Rumamos ao Oeschinensee, onde vamos fazer um churrasco, ao pé do lago. A viagem ainda é longa, que dá para organizarmos a caminhada para depois de almoço. Mas antes de preparar o churrasco, damos um mergulho no lago. E que mergulho: fresco e resplandecente. O paraíso existe é tudo o que nos vem à cabeça. Minutos mais tarde, almoçamos e aproveitamos o sol para nos bronzearmos. Ainda com o sol bem alto, optamos por um percurso panorâmico de três horas. Ao longo do caminho, a vista é de tirar o fôlego. Encontramos flores esbeltas e pequenos restaurantes que nos aliciam a provar um queijo ou até mesmo beber um copo de vinho. Horas mais tarde, regressamos com os pés um pouco doridos, mas felizes pelo dia extraordinário.

Dia 6- Jungraujoch

Sem dúvida, que este é dos pontos mais turísticos da região. Turistas de todos continentes vêm à descoberta da estação ferroviária mais alta da Europa, Jungfraujoch. Coreanos, chineses, indianos, todos querem subir ao topo e observar a imensidão do glaciar. Tal como nós. Fazemos escala em Kleine Scheidegg e a multidão é extrema, mas os trabalhadores das linhas ferroviárias conseguem manter tudo em ordem. A Anabela recorda bem este dia e desta vez, foi ela a descrever este dia. “Para visitar a Jungfraujoch, o destino mais procurado de Interlaken, tive de partir bem cedo de Wilderswil. A viagem é demorada, mas a cada curva era possível vislumbrar a paisagem mágica alpina, carregada de um verde vivo e arrebatador que faz perder a noção de tempo. A cada paragem do comboio vermelho, entram mais e mais turistas de todo o mundo. Da minha janela já conseguia ver neve. Sinal de que estava prestes a chegar ao Topo da Europa. Entre filas e filas de pessoas, consigo finalmente romper por entre os longos e gelados túneis. O primeiro ponto a explorar tinha de ser a montanha, a vontade de calcorrear pelo gelo era imensa. Vejo branco e branco à minha volta e um céu azul pejado da luz electrizante da neve. Cada metro que subia, a respiração ia ficando cada vez mais ofegante. Caminhar tornava-se um autêntico desafio. Afinal, estava a mais de 3000 metros de altitude.O truque foi seguir o percurso sem pressas a desfrutar da envolvente. As pequenas paragens serviam para recuperar fôlego, e claro, captar memórias, através da máquina fotográfica. Eis que chego a Mönchsjochhutte, uma cabana de madeira. Sento-me no alpedre para repor energias. Ali permaneci, quieta, apenas a contemplar as maravilhas da natureza.Sem ninguém à volta decido explorar a cabana. Subo as escadas em madeira e encontro um café. Tinha mesas com toalhas de xadrez. Peço um café longo que vem acompanhado com dois chocolates de leite. Uma pausa quente e doce, ideal para o caminho de volta”, relembra com um sorriso no rosto. Terminamos a estadia, no topo, com uma visita ao palácio do gelo. Quanto mais transitório é, mais bonito se torna. Isto é a pura das verdades sobre este tesouro. Os guias da montanha criaram os corredores e salões na década de 1930 com picar no meio do Jungfraufirn. Hoje, os artistas criam o gelo – com um grande estilo. Num passeio espelhado através de um mundo gelado, nós descobrimos as suas obras de arte em recantos. Uma águia, um íbis ou um urso, como acabaram de congelar, parecem bastante naturais. Mesmo com a temperatura de -3 graus, já os conseguimos ver a derreter. Antes de apanharmos o comboio de regresso, passamos num abrir e fechar de olhos, pela loja do chocolate Lindt. Um autêntico mundo de chocolate, que nos faz encher a mochila, com tabletes ou bombons para os nossos mais queridos. Um dia recheado de emoção e muita adrenalida, a 3466 metros.

Dia 7- Schiltorn

“My name is Bond, James Bond”. A aventura do James Bond aguarda-nos em Schiltorn. Bebemos um café bem longo e brindamos com um copo de champanhe, só porque estamos a 2970 metros e onde foi gravado o filme do 007, “A serviço secreto de sua majestade”. O restaurante onde estamos gira 360 graus e a sensação é estupenda. Minutos mais tarde visitamos o museu do James Bond e toda esta zona é decorada com acessórios sobre o sucesso cinematográfico. Descemos no teleférico até Mürren. Uma autêntica vila de montanha, de encantar. É impossível não nos apaixonarmos por esta beleza. Mürren está empoleirado na borda do penhasco de 800m de altitude, acima do vale de Lauterbrunnen, na região da Jungfrau. A localização é espetacular. As boas visualizações são garantidas se o clima for cooperativo. Hoje o céu está azul e bem nítido. Podemos observar na perfeição, o Eiger, Mönch, Jungfrau Breithorn e muitas outras montanhas a partir daqui. Por causa do penhasco, esta área é um dos melhores lugares do mundo para praticar bungee-jumping. Mas há muitos desportos menos arriscados para desfrutar também: caminhadas, bicicleta de montanha e parapente no Verão. No Inverno podemos experimentar o esqui, snowboard e até o trenó. Mürren é livre de carros, o que é perfeito para caminhantes, famílias e quem procura paz e tranquilidade nos Alpes. Como muitas aldeias populares, Mürren é bastante turístico, mas não de forma perturbadora. É um dos melhores lugares para desfrutar dos Alpes suíços, longe do trânsito, centros comerciais e outras distracções. Há alguns hotéis e restaurantes. Não há muitas lojas, mas o suficiente para todas as necessidades básicas: conseguimos encontrar um supermercado lá, bem como várias lojas de desporto e uma padaria. O essencial para adquirirmos o nosso almoço. Paramos no parque das merendas e desfrutar da paisagem com a nossa salada na mão.

Horas mais tarde voltamos a descer, para Stechelberg. Apanhamos o autocarro até às famosas quedas de água. Ruidosas e ensordecedoras no interior da montanha, águas turbulentas, espumantes e agitadoras: assim são as cascatas de Trümmelbach. São a maior queda de água subterrânea da Europa e estão localizadas no vale de Lauterbrunnen, muitas vezes denominado de vale de 72 cascatas. As cascatas de Trümmelbach são acessíveis por elevador, túneis, caminhos e plataformas. Sozinhas carregam a água do glaciar de Jungfrau até ao vale – até 20 mil litros de água por segundo. A água transporta mais de 20 mil toneladas de pedras e faz com que toda a montanha estremeça e faça barulho. É preciso ter cuidado para não escorregarmos. Um dia mágico sem sombra de dúvidas.

Dia 8- Kleine Scheidegg, Männlichen e Gletscherschlucht

Hoje o dia é mais suave e por isso ficamos na ronha até à hora de almoço. O dia começa em Gletscherschlucht. Um bate-volta de cascatas que nos deixa um pouco enregelados mas deslumbrados. Subimos até Kleine Scheidegg e apreciamos a vista para Grindelwald. Fazemos o trilho até Männlichen, que se atravessa em 1h30m. Uma visita a Männlichen promete momentos memoráveis e perto da natureza em todas as épocas do ano. Um caminho acessível a todos, inclusive aos carrinhos de bébé.

Dia 9- Blausee e St beatus-hohlen

Um parque natural místico com passeios, zonas para fazer fogueiras, áreas de piquenique e um parque infantil para crianças. Descubra o museu Blausee ou o lago com o barco de fundo de vidro – tudo isso no meio de um cenário único. O Blausee é uma aventura para todos os sentidos. Aqui você pode desfrutar da interação do silêncio e relaxamento em uma paisagem mística, juntamente com a diversidade de nossa culinária fresca e saborosa. Regressamos à zona de Interlaken. Mas paramos no caminho, para visitar as grutas de St. Beatus. Ao chegar ao parque de estacionamento, a nossa aventura começa; É apenas uma curta caminhada para as cavernas através da floresta, sobre a cascata que está bem nítida. Ao chegar às cavernas, uma viagem subterrânea de 1000 metros começa por um caminho seguro e bem iluminado, onde cada turno revela um panorama novo e deslumbrante. Dentro das grutas de St Beatus, mais de 14 km de túneis já foram explorados. Aqui descobrimos uma terra trancada no tempo; túneis, pequenas cavernas e enormes salões, estalactites e estalagmites formadas pela própria natureza. Uma viagem fresca com um toque de história natural, que nos enriquece mais um pouco.

Como o dia até foi relaxado, chegamos cedo aos nossos aposentos. Tomamos um duche bem fresquinho e preparamo-nos para jantar e dar uma voltinha à noite. Embora seja Verão e o calor seja arrebatador, não podemos deixar de experimentar o famoso fondue de queijo. Escolhemos um restaurante perto do lago, para apreciarmos esta iguaria. Não ficamos desiludidos. Acompanhado com um copo de Sauvignon Blanc fica a combinação perfeita.

Dia 10- Gelmersee e Grimselpass

O último dia da nossa estadia chegou. E o sol entrou-nos pela janela bem cedo. A zona que escolhemos para hoje é Grimsel. Entre comboios e autocarros, depois de talvez uma hora e meia de caminho, chegamos ao ponto do lanche da manhã: Grimselpass. Pelo caminho avistámos as rochas íngremes e os túneis para a barragem do Raeterichbodensee (um lago reservatório), e um pouco mais tarde para a barragem do lago Grimsel. Perto da barragem do lago Grimsel, encontrámos o Grimsel Hospice no topo de uma rocha, o Nollen (1980m). Saímos por um breve segundo, para uma fotografia rápida. No cume do passe (a 2165 metros) está o Totensee, ou Lago dos Mortos, que recebeu estenome durante as guerras napoleónicas. No lado de valais, uma viaja em uma estrada bem construída com muitas curvas longas chega até ao glaciar em Obergoms (1759 m). Durante a hora e meia que desfrutamos da esplanada, são centenas, as motos que estacionam. Os vários modelos, as diferentes cores e marcas, faz-nos sentir que estamos num filme de alta velocidade com curvas e contra curvas. Mais tarde descemos de novo de autocarro. Paramos na Gelmerbahn. Após a espetacular elevação da montanha com a Gelmerbahn – o funicular mais inclinado da Europa com uma inclinação de 106% – começa a caminhada da montanha pelo Gelmersee. A caminhada de montanha em torno do Gelmersee fornece informações fascinantes sobre as altas montanhas alpinas. Dura cerca de duas horas. Bom, talvez três, com as nossas paragens para almoçar e fotografar. Ao longo do lago, córregos originais e enormes lajes de rocha convidam-nos a demorar mais um pouco. Nas áreas rochosas parcialmente íngremes, a calma e a cabeça para as alturas ajudam a apreciar a vista até o lago azul turquesa. A paisagem montanhosa da região de Grimsel é espantosa e viciante. Mesmo com calçado apropriado, os nossos pés queixam-se quando regressamos ao autocarro. Foi uma caminhada e peras, mas não podíamos ter terminado as nossas férias de forma melhor.

Nunca há oportunidade de fazer tudo o que queremos fazer, numa primeira viagem à zona. Mas para a próxima, já temos o roteiro marcado. Não pode faltar, explorar a zona de Adelboden e Lenk, onde estão as famosas cascatas Simmenfall. Se o tempo permitir, o nosso primeiro dia será passado em Gstaad, onde subiremos a Sanetsch e onde almoçaremos no Glaciar 3000. Nos dias de chuva, vamos aproveitar para visitar as cascatas dos Sherlock Holmes, Reichenbachfalls. Faremos um dia de cascatas, com certeza, porque as Aareschlucht ficam perto e são de tirar o fôlego.

Foram dias intensos. Autênticos sobe e desce, por entre as montanhas. As diferenças de altitude podem ter- nos deixado baralhados, mas o encanto desta zona deixou-nos com vontade de regressar. Visitar os Alpes não pode ser de forma rápida. Temos de ter botas de descoberta, calças de relaxamento, segundos de preguiça, uma mochila de inteligência e espírito de aventureiro. O comboio que apanhamos pára em diferentes estações: a do esforço, do cansaço, do receio, da tranquilidade mas o destino é sem dúvida a felicidade. E nesta viagem aprendemos que viajamos não para fugir da vida, mas para que a vida não fuja de nós, como em tempos alguém nos disse.

 

In Seletiva, Novembro 2017


Repugnante ou delicioso.

Já se imaginou a comer uma espetada de gafanhoto ou umas almôndegas de larvas com alho e coentros? Ou um hambúrguer de larvas. O livro de receitas começa a compôr-se.

São tenros? São ácidos? Ficam colados aos dentes ou são estaladiços?

Muitas são as questões que surgem sobre o sabor destes insectos.

Hambúrgueres e almôndegas com vermes de farinha com ingredientes deliciosos: estes dois produtos desenvolvidos e fabricados pela empresa start-up Essento já estão disponíveis, desde Agosto, em alguns supermercados selecionados da Coop e online na coop @ home. A Coop expandirá a oferta em etapas para outras lojas e incluirá outros produtos até o final do ano.

“Nós estamos a trabalhar para esse objetivo por um longo tempo, e agora chegou a hora: começámos a vender produtos de insectos do Essento “, Silvio Baselgia, director da secção de Produtos Frescos da Coop, está animado. “Pronto para comer e com um sabor equilibrado, esses produtos são ideais como forma de conhecer a diversidade culinária que oferta de insectos “.

A Essento desenvolveu duas inovações alimentares com apoio da Coop: Primeiro, o ‘Insects Burgers’ que contêm vermes de farinha, arroz e vegetais como cenouras, celíacos e alho-poró, bem como ervas como oregãos e pimentão. Eles podem ser comprados prontos para comer e são ideais para preparar hambúrgueres em rolos com alface e um molho saboroso; Segundo, o ‘Insect Balls’ é feito de vermes de farinha e grão-de-bico, cebola, alho e ervas, como coentro e salsa. Eles são particularmente gostosos com legumes frescos, regados por um molho de iogurte e acompanhados com um belo pão pita.

O preço é de 8,95 francos suíços por pacote. No caso dos hamburgueres contém dois hamburgueres. Já no caso das almondegas, contém dez.

Nunca se pensou num valor nutricional dos insectos. Mas a verdade é que existe. Há uma bela forma dos insectos poderem contribuir para a boa alimentação e Inês Claro,nutricionista em Lisboa, explica como. “É comum pensar-se que o consumo de insectos é feito apenas em situações extremas ou de escassez de comida, no entanto em diversos locais do mundo, fazem parte da dieta local devido ao seu sabor e propriedades nutricionais. De acordo com a International Feed Industry Federation os insectos podem complementar as fontes alimentares tradicionais, como a soja,milho outros grãos ou mesmo peixe e carne.Da mesma forma a FAO, indica que o consumo de insetos na alimentação humana é recomendado e considerado uma alimento sustentavel a longo prazo”, sublinha. Mas vai mais longe. “Um dos principais fatores positivos no consumo de insectos, não é tanto as suas vantagens nutricionais em comparação com outros animais comestiveis mas sim devido à sua diversidade e abundância, bem como as suas vantagens ambientais com a elevada taxa de crescimento demográficos, que faz surgir uma maior necessidade de procura de novas fontes mais baratas e mais sustentáveis de proteina animal. Apenas desta forma se poderá garantir que exista um fornecimento e produção de alimentos que acompanhem este crescimento de população mundial”, sustenta.

Sobre a Essento

O Essento foi fundado há aproximadamente quatro anos e já tem muitos objectivos. Melchior Füglistaller é o responsável pelo marketing da empresa e desvenda alguns mistérios deste projecto. “Algo que nos conecta aqui no Essento é a busca por comida. Além disso, tivemos uma experiência positiva com insectos comestíveis. Após a divulgação do relatório da FAO em 2013 com o potencial ecológico e sanitário dos insectos comestíveis, é claro que queremos potencializar a Suíça também. O principal factor é a nossa equipa apaixonada e activa na nossa start-up. Todos nós temos essa visão para mudar os padrões de consumo de alimentos para melhor e para criar valor ecológico e social”, sustenta.

O feedback dos clientes até agora é bastante positivo. São muitos os que retiram da prateleira do supermercado e levam para casa as almôndegas e os hamburgueres de insectos. A maioria surpreende-se. Uns dizem que os grilos sabem a pipocas, os gafanhotos é como o sabor do frango e os vermes sabem a avelã. Mas nem todos ainda acreditam que os insectos não sejam prejudiciais à saúde. Contudo, Inês Claro escalarece os mais duvidosos. “Não existem evidências, nem provas que estes insectos possam transmitir doenças ou parasitas ao ser humano através do seu consumo ou manueseamento. Podem causar algumas alergias, contudo são comparáveis com os alimentos que consumidos diariamente, tais como os crustácios e mariscos, sendo do mesmo grupo, dos crustáceos invertebrados. Comparando com mamíferos e pássaros, os insectos podem apresentar menor risco de transmitir infeções zoonóticas para os humanos”, sublinha. Mas vai mais longe. “Em relação a comparações entre os perigos do consumo de insectos com gado e animais selvagens ainda não existem conhecimentos suficientes para fazer esta relação.Não existem ainda estudos que comprovem que o consumo destes insetos em especifico seja diferente dos restantes. Contudo existe sempre a recomendação de confirmar no local de compra ou consumo é assegurada de acordo com a legislação as regras de higiene e segurança alimentar. Os aspectos mais importantes a ter em atenção é que os insectos estejam limpos e que não contenham toxinas naturais, comuns de encontrar nestes animais”, complementa.

Andrea Bergmann, do departamento de comunicação da Coop revela que as vendas têm sido um sucesso. “Os nossos clientes estão muito interessados nestes novos produtos e as vendas têm ultrapassado a nossa expectativa. Em breve vamos ter disponíveis, em todos os supermercados Coop, em toda a Suíça.”

Nós seres humanos temos de estar abertos sempre a novas experiências, porque como o chefe francês, Antonin Carême, disse um dia: “O paladar é uma extensão da inteligência”

In Seletiva, Outubro 2017

 


 

O grande momento do Verão suíço chegou a Interlaken, com alguma chuva mas muita euforia. Cada detalhe foi pensado ao pormenor. O Unspunnenfest trouxe 90 mil visitantes à cidade de entre os lagos de Thun e Brienz. A tradição encheu as ruas e as almas de quem por lá passou. Música e dança não faltoou. Os comes e bebes estiveram por todo o lado.
O Festival Unspunnen reuniu pessoas de todas as idades, das áreas urbanas, rurais e todas as regiões linguísticas. O evento tradicional aconteceu pela décima vez. Entre 26 de Agosto e 3 de Setembro, a tradição esteve de olhos postos em Interlaken. Um festival de Wrestling, traje Nacional e Alpino, que acontece de 12 em 12 anos.
O Unspunnenfest ofereceu um programa amplo, vibrante e variado de eventos, incluindo uma série de destaques emocionantes. Foi tanta coisa a ter lugar, que não seria possível encaixar tudo num fim- de- semana. A solução lógica foi separar o festival do traje tradicional de Pastores alpinos e o de luta livre Unspunnen, o festival de wrestling suíço. Isso garantiu muito tempo para a ampla gama de eventos e actividades. Os dois festivais foram realizados ao longo de dois fins de semana, a oportunidade perfeita para um programa de eventos de apoio, bem como eventos paralelos relacionados. A Selectiva foi procurar saber um pouco deste festival, tão antigo. O museu de Unterseen ajudou com a pesquisa e os livros das antiguidades deixaram que fossem lidos.
O momento maior deste evento foi sem dúvida, o desfile de domingo, de 3 de Setembro. 4.000 artistas de toda a Suíça apresentaram suas habilidades e seus costumes nesta manhã. Milhares de espectadores observaram o movimento de três horas com cerca de 70 indivíduos no centro de Interlaken. Todos os 26 cantões estavam representados. Eles estavam principalmente presentes com associações cantonais. A do cantão de Zurique, por exemplo, introduziu o “Boegg” conhecido pelo Sechseläuten e apresentou a produção de Tirggel. Três homens, por exemplo, que imitavam o Rütlischwur, apareceram para a associação de figurinos Uri. Na procissão colorida, que durou uma hora mais do que o planeado, muitos foram também os animais que foram transportados.
As coisas modernas também tiveram espaço. Por exemplo, os coordenadores Segway de dois lugares abriram o desfile. O ‘Aargauische Trachtenverband’ apresentou o cantão de Mittelland entre outras coisas como um fornecedor de energia. Na parte superior de um enorme carro, uma estação de energia nuclear com algodão foi apresentada. Depois, uma mulher correu com uma aspirador e limpou a rua. O cabo do aspirador de pó foi conectado à fonte de alimentação. Situações caricatas que deixaram todos entusiasmados e cheios de boa disposição.
Um pouco de história…
Entre 1798 e 1803, a Suíça foi designada como a “República helvética”, com um sistema de governo ao longo das linhas francesas: a cidade e o país tinham um estatuto igual e as alianças já não mantiveram o monopólio do poder. A região de Berner Oberland era um cantão autónomo. Esta situação politicamente difícil manifestou-se em vários golpes de estado e conflitos entre unitários (que queriam um estado unitário) e federalistas. Numa tentativa de estabilizar o estado das coisas, Napoleão emitiu um Acto de Mediação em 1803. Isso teve graves consequências para as áreas rurais dos ex-cantões em particular: o Berner Oberland perdeu o seu estatuto de cantão e o peso político novamente mudou radicalmente a favor da população urbana. Era assim compreensível que havia descontentamento, especialmente na ‘Bödeli’, região rural entre o Lago Thun e o Lago Brienz.
Dada esta situação tensa, o governo de Berna e os seus representantes no Oberland fizeram tudo o que puderam para evitar agitações e revoltas. Então veio a ideia de um festival conjunto destinado a promover a fraternidade entre os habitantes da cidade e do país.
Segundo, Christop Wyss, especialista na história de Unspunnen, “[…] apenas o propósito é reviver os velhos e simples costumes e alegrias de nosso país entre nós e garantir que eles continuem; Para estabelecer novos elos de amizade entre os vários povos agrícolas da Helvética; O mais importante é, no entanto, cultivar e nutrir mais uma vez entre os moradores rurais e os moradores da cidade a antiga boa vontade mútua e a unidade graciosa com a qual, por séculos, a nossa pátria devia a sua força, a sua glória e a sua boa fortuna “.
Quatro cidadãos de Berna, que tiveram relações comparativamente boas com o Bernese Oberland, foram responsáveis pela organização do festival: o prefeito Niklaus Friedrich von Mülinen, o magistrado principal Friedrich Ludwig Thormann, o historiador Franz Sigmund Wagner e o pintor Franz Niklaus König.
O primeiro festival aconteceu em 1805 e compreendeu um desfile e competições de canto, tiroteio, luta livre, jogging de pedras e toques alpinos. A ideia original era repetir o festival todos os anos. No entanto, o festival seguinte não foi realizado até três anos depois, em Agosto de 1808. Embora os eventos tenham sido um grande sucesso em termos de números de visitantes (o festival em 1808 contou com a participação de mais de 5.000 pessoas), não alcançaram os objetivos políticos. A população da região de Bödeli não devia ser apaziguada e, apenas alguns anos ,após o segundo desaparecimento, a agitação começou.
Os festivais de Unspunnen encontraram uma grande resposta – e não apenas na Suíça. Este foi o resultado não apenas de publicidade extensa antes dos eventos (o primeiro do seu tipo), mas também os relatórios publicados posteriormente. Artistas conhecidos como Elisabeth Vigee-Lebrun, Franz Niklaus König e Johannes Stähli capturaram as suas experiências Unspunnen em pinturas idílicas e as reproduziram para distribuição. Autores de guias de viagem e escritores como Madame Germaine de Staël escreveram sobre o Unspunnenfest, que atraiu visitantes de todo o lado, que queriam ver o festival com os seus próprios olhos. Portanto, não é exagerado afirmar que o festival Unspunnen marca o início do turismo na região de Bödeli e em toda a região da Berner Oberland.
Curiosidades
-O melhor lutador no primeiro Unspunnenfest em 1805, Johann Kaspar Beugger de Aarmühle, era cego de um olho .
-No domingo do festival de 1905, os padeiros locais relataram que os seus suprimentos de pão acabaram …
A saudação de armas que deveria denunciar o início do desfile em 1946 não ocorreu. Um rato roeu o fusível
-Os participantes do festival, em 1968, competiram não apenas um contra o outro, mas também contra uma horrenda praga de vespas.

 

 

 

 


 

Os amantes das duas rodas saem mais à rua no Verão. Não é à toa que os restaurantes perto do passe de Grimsel, nos dias mais quentes estão sempre cheios. Enquanto o sol se deixa levar e a chuva se esconde bem no fundo, são inúmeras as motos que passam nas estradas suíças. Os fãs preferem as curvas e contra-curvas e os alpes têm muito para se divertirem. Enquanto o Outono não chega, ainda há trilhos fascinantes para serem descobertas em cima das duas rodas. Além das estradas, há segredos para guardar na memória ou na lente fotográfica.

O Flüelapass liga Davos no Prättigau com a aldeia de Susch. A estrada de passagem de 26 quilómetros, bem desenvolvida, leva a uma paisagem alpina única. O gradiente máximo da estrada é de 12%, a passagem é de 2.383 metros. A estrada sobre o Flüelapass existe desde 1867. O Flüelapass é muito fácil de organizar num único dia. Por exemplo, podemos começar assim: Landquart – Klosters – Wolfgangpass – Davos – Flüelapass – Susch – Zernez – La Punt – Albulapass – Bergün – Filisur – Lenzerheide – Chur – Landquart. Neste roteiro é possível passar pelas cascatas de Viamal em Thusis. Os cascatas de Viamala são lendárias. Um impressionante monumento natural com paredes de rocha de 300 m de altura, que estão apenas a alguns metros de distância, nos pontos mais estreitos. A cor da água, os remoinhos e as formações rochosas deixam uma forte impressão de beleza natural. O Viamala sempre foi fascinante. Assim, o filósofo Friedrich Nietzsche declarou nas suas anotações: “Não escrevo sobre a grandeza imensa da Viamala: é como se eu ainda não soubesse a Suíça”. E Conrad Ferdinand Meyer também deixou a Viamala “Como um mundo de arbitrariedade, desafio e rebelião, esse cânion, onde inundações torrenciais abrem caminho através das rochas, pode ser descrito”.

O ponto de partida para o passeio sobre o Furkapass é Gletsch no topo do Goms no cantão de Valais. Gletsch também é o terminal da Grimselpasstrasse. A parte do Valis do passe está muito bem desenvolvida e traz-nos rapidamente uma inclinação aproximada de 11% para o passe e a 2’436 metros. No meio, vale a pena observar a Rhonegletscher. É fácil de andar e tem 100 metros de comprimento. Em qualquer outra parte da Europa, não há gruta de gelo, onde se possa ir tão perto, quanto esta, Rhonegletscher. A gruta está localizada a 2300 metros acima do nível do mar do lado do Valais, a três quilómetros abaixo do Passe Furka, a cerca de 180 metro da Furkapassstrasse e do Hotel Belvédère. Aproveite a plataforma de vista panorâmica da gruta. No passe, mudamos para o cantão de Uri. A estrada, que tem sido constantemente desenvolvida ao longo dos últimos anos, conduz-nos com muitas curvas para o Realp, o ponto final do Furkapasse. O passeio pelo Grimsel Passe é muito fácil de chegar a uma ida e volta: Grimsel – Furka – Sustenpass, ponto de partida e ponto final é Innertkirchen no Haslital.

O Passe Lukmanier estende-se por 61 quilómetros e conecta o Cantão do Ticino com o Cantão dos Grisões. A Passtrasse começa na Biasca de língua italiana no Ticino e termina na cidade de língua inglesa e romana Disentis / Mustér no Bündnerland. A estrada está muito bem desenvolvida. Ao norte do passe, a estrada atravessa a costa leste do lago Sontga Maria. Uma boa oportunidade para relaxar, fazer uma pausa e tirar umas belas fotografias. O Lukmanier está bem integrado numa maravilhosa viagem de um dia, e. Comece em Andermatt – Oberalppass – Disentis – Lukmanierpass – Biasca – Airolo – Nufenenpass – Ulrichen – Glacier – Furkapass – Andermatt.

O caminho através do Sanetschpass é antigo. Finds provou que ele já foi executado regularmente 3.000 – 2.000 anos antes de Cristo. O Passe permaneceu na Bernerseite a Säumerweg, uma estrada de Gsteig, sobre a parede de rocha de centenas de metros de altura. Para nós motociclistas, o Sanetsch é um passe unidirecional – mas vale a pena. Na parte do Valis, mais propriamente em Sion, – uma estrada estreita, com aproximadamente 32 quilómeros de extensão com max. 15% de subida. O Passe do Sanetschpass, Col du Sénin francês, mas também chamado Col du Sanetsch, fica a 2’252 m. Podemos contar com uma vista extraordinária do lago Stau.

Podemos ampliar esta tour desafiadora com mais dois destaques absolutos – continuamos com o Valais até Saxon. A partir daqui, viajamos para Col du Lein e até Volléges. Siga Verbier até Montagnier, e depois chegamos a Col de la Croix de Coeur e mais tarde regressamos para Riddes até o Vale do Ródano.

Há imensos passes para serem descobertos e o Verão é sempre curto para fazer tanta descoberta. Mas há que pensar como Fernando Angelo, que um dia disse: “Aprendi, em cima da minha moto, que uma vida equilibrada pode te levar muito longe.”

In Seletiva, Agosto 2017

 


 

18 quilómetros. Duas voltas. 20 obstáculos. Começar e acabar, sempre a sorrir. As nódoas e o cansaço não interessam nesta corrida. Nem mesmo o tempo. O importante é divertir e ter mais uma história para contar.

Foi ao terceiro dia do mês de Junho, que Engelberg acolheu pela quinta vez, mais uma edição da corrida Strongman run. Este ano, cerca de 7080 corredores enfrentaram o mais díficil dos desafios. Forte e corajoso, assim se pode definir em curtos traços este evento desportivo que já tem alguma história.

Silvana Zollinger, responsável pela comunição e média do evento refere que esta corrida é muito diferente das outras. “O grande objectivo desta ‘maratona’ é simplesmente, o divertimento. O tempo não interessa. O que realmente importa é terminar a corrida, com coragem, força, diversão e persistência. Todos podem participar, não há requisitos, apenas ter 18 anos. A origem da corrida remonta a 2007, quando a Alemanha criou este projecto para divulgar a marca ‘Fisherman’s friend’. O evento deve criar emoções e ser divertido. Na Suíça, o projecto começou em 2010, quando a primeira corrida ocorreu em Thun. Em 2012, a corrida foi transferida para Engelber”, sustenta.

Os obstáculos são desafiantes e colocam qualquer concorrente à prova. Mesmo aos que estão bem treinados. Num dos espaços há uma forma de caracol que parece não ter fim. Cabe aos participantes descobrir. Existe também, noutra direcção, gigantes cavaletes de madeira que estão alinhados em forma de uma barreira. Cada um deve ser ágil, flexível e coordenado a fim de passar e continuar o seu caminho. De seguida, erguidos em metade do corpo, os participantes devem realizar um pequeno salto de fardos de feno para seguir em frente. Mais adiante é hora de dizer bem-vindo aos estábulos! Aqui sente-se a atmosfera do país com música tradicional. Infelizmente para os atletas, não vai ser tão bom o cheiro de palha, que os vai pôr à prova. Momentos mais tarde é hora de cuidar dos corredores. Bem-vindo ao Bem-Estar! O primeiro passo: mover o corpo na água gelada do rio para relaxar os músculos (ou não) e dar aos participantes uma sensação de bem-estar (ou não).

Remo Uherek tem 33 anos, é empreendedor e estreou-se o ano passado nesta corrida. Segundo ele, o mais díficil é o choque eléctrico. Mas não é só. “Quando é necessário subir, também é complicado, porque eu sou alto e não sou um bom escalador. Contudo, depois a maioria são mais fáceis. O que é importante é divertirmo-nos e completar a corrida com segurança. É um grande desafio cheio de diversão. Ela treina minha força de vontade e é um grande treino de corpo inteiro”, afirma.

Há um segundo momento de bem-estar. Mas será mesmo? Para isso, os atletas devem rastejar debaixo de uma rede que irá, naturalmente, colocá-los num terreno muito lamacento. O ‘Knochenmühle’ é um obstáculo conhecido, mas temido por muitos participantes porque, embora pareça relativamente fácil, requer muita força e coordenação com os braços. É hora de escalar para superar todos os troncos de árvores em torno das quais há pneus alinhados. Segundos mais tarde, no obstáculo denominado ‘Aranha’, os atletas terão de apelar para o espírito Spiderman que dorme neles a esgueirarem-se entre os cabos emaranhados e anexados à estrutura metálica. Ainda antes do sol se pôr, os participantes terão de subir em carros e passar através dos pneus. No Loch Nass devem ter medo do monstro que assola as águas do rio que atravessa Engelberg. A ‘Tätschbachfall’ é uma barreira das mais espectaculares aguardada dos nossos participantes. Este obstáculo já seduziu os outros participantes. O famoso ‘Röstigraben’ foi materializado. É preciso coragem para atravessar, porque é uma barreira muito longa, feita de lama e água. É possível fazê-la a pé, a rastejar ou a nadar. A corrida começa com a passagem entre recipientes que constituem o obstáculo final com que cada participante terá o seu “Hero Time”! Pouco antes de cruzar a linha de chegada, os participantes terão o prazer de deslizar a parte superior dos recipientes num escorrega gigante.

Stefan Leuenberger escreve sobre o desporto e participa frequentemente em diferentes tipos de maratonas e corridas. “Desde a estreia da Strongman Run na Suíça, a 21 de Março de 2010, na base militar em Thun, estive em todas as corridas. Foram três em Thun e quatro em Engelberg. A minha melhor classificação individual foi o 10º lugar de 4653 homens finais no Verão Strongman Run 2015, em Engelberg”, recorda. Porém, deixa-se levar. “Adoro o desporto. Na minha carreira, já conto com mais de 1500 competições em diferentes modalidades desportiva. Nos eventos da ‘Strongman Run’ aprecio a versatilidade. Nesta maratona, correr rápido, não ajuda, é uma batalha perdida, coordenação, força, habilidade e perseverança são características necessárias para competir com o melhor alteta ‘Strongman’. O obstáculo “Simi Rückwärts” é muito difícil. De qualquer forma, as subidas são mais difíceis do que a maioria dos obstáculos para mim. Um obstáculo muito exigente é o “Forest Gump”. Parece que os troncos nunca mais terminam. É só saltar e saltar. As barreiras de água e lama não causam qualquer problema. Nesta corrida, eu quero me divertir. Mas também sou ambicioso. Desej sempre o ranking individual no top 25 e na classificação da equipa (por equipa são os três melhores tempos). Eu tento sempre colocar-me no pódio com meus colegas”, sublinha o desportista.

E como um dia disse, Usain Bolte: “ Não se pode colocar qualquer limite, nada é impossível.” Mas numa manhã fria, Joan Benoit ainda referiu que: “Correr é muito mais que colocar um pé à frente do outro, é o nosso estilo de vida e quem nós somos.”

In Seletiva, Junho 2017


Assistir a um filme na versão original, num país que não é nosso, é sempre uma aventura. Ainda me recordo das letras, em português, das músicas que embelezaram o filme de 1991. E ouvi-las noutra versão e noutra língua é sempre interessante e encantador.

Do clássico da animação à imagem real. Muitas são as diferenças encontradas, mas a magia e encanto permanecem bem fechados à chave. Esta nova versão modernizou as clássicas personagens para uma público contemporâneo. A música original manteve-se fiel e novas canções surgiram como uma das melhores surpresas na banda sonora. Os efeitos especiais em três dimensões são mágicos e deixam-nos entrar com mais intensidade nas cenas sucessivas deste conto mágico. De relembrar que este conto é sobre Bela (Emma Watson), uma jovem independente, sorridente, que é aprisionada por um monstro (Dan Stevens) no seu castelo. Embora tenha os seus medos, deixa-se levar pela amizade dos empregados do castelo: um candelabro chamado Lumière (Ewan McGregor), o relógio de sala Cogsworth (Ian McKellen), um bule de chá, Mrs. Potts (Emma Thompson), e o seu filho, uma xícara, Chip (Nathan Mack). O dia-a-dia torna-se menos complicado e começa a ser uma vida normal e encantada. Com o passar do tempo, Bela consegue ver para além do terrível exterior do monstro e apaixona-se pelo coração do verdadeiro príncipe que vive dentro dele.

Bill Condon insere uma cena de Paris, de uma forma fascinante e bem integrada, onde Bela regressa ao momento em que nasceu. Ninguém estava à espera, mas ficou bem conseguida. Há interpretações interessantes e dignas de serem destacadas, como é o caso de Audra Mcdonal. Já não aparecia no grande ecrã desde 2004, onde interpretou ‘Ruth’ em The Best Thief in the World. Mas acompanhamo-la sempre em ‘Clínica Privada’. E agora nesta extraordinária fantasia, com uma voz gigante. Foi ainda surpresa, a presença de Gugu Mbatha-Raw, como Plumette. Luke Evans (Gaston) exibe a sua fantástica prestação como actor e deixa-se convencer no mundo da música. Por outro lado, Dan Stevens (o Monstro), deixa os espectadores num impasse. Pode-se até mesmo verificar a falta de algum romantismo, por parte deste. Emma Watson não desilude. Aparece como uma autêntica estrela de musicais e não só. A dança, a voz e a representação fazem-na brilhar com convicção e solidez.

Se rebobirnamos os anos, é de recordar que em abril de 2014, a Walt Disney Pictures confirmou a ideia para o desenvolvimento de uma versão live-action desta história de encantar. Tudo com pernas para andar ao estilo de filmes como Alice no País das Maravilhas (Tim Burton, 2010), Maléfica (Robert Stromberg, 2014), Cinderela (Kenneth Branagh, 2015) ou de O Livro da Selva (Jon Favreau, 2016). Com mais de duas dezenas de registos artísticos, A Bela e o Monstro passou da literatura, para o teatro, para a ópera, para a televisão e para cinema. Uma aventura que sempre marcou sempre presença nas salas de estar de muitas crianças, que brincavam e inventavam a sua história para os seus espectadores. Adaptavam à sua maneira e deixavam escapar uma sorridente gargalhada, quando eram aplaudidos.

São 129 minutos de pura fantasia e aventura. Quando colamos ao ecrã, aproveitamos para rever o filme de 1991 e descodificar a versão de Jean Cocteau de 1946. É mais que um filme fiel, é uma longa metragem cheia de mística, que nós espectadores temos o dever de a encontrar.

In Seletiva, Abril 2017



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